segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Ex-exorcista de Salvador adverte sobre artimanhas do demônio

 Davi Lemos
Dos 70 casos apresentados a dom Gregório, seis eram possessão
"A Igreja Católica realiza exorcismos ainda hoje. A Igreja nunca deixou de ter exorcistas e de fazer exorcismos". A afirmação é de dom Gregório Paixão, 48 anos, bispo de Petrópolis (RJ), que, até o final de 2012, foi bispo-auxiliar de Salvador e exorcista oficial na arquidiocese soteropolitana.
Dom Gregório conta que foi exorcista por nove anos e meio na Arquidiocese de Salvador e que começou a exercer a função quando ainda vivia no Mosteiro de São Bento. Após ser ordenado bispo, em 2006, permaneceu no ministério. Nesse tempo, realizou seis exorcismos. Ao menos 70 casos lhe foram apresentados para avaliação.
"A maioria dos casos era de desequilíbrios de ordem emocional ou psiquiátrica, somente", disse o prelado. Para a escolha de um exorcista, o sacerdote, dizem as normas católicas, deve ter profundo conhecimento teológico e filosófico, além de equilíbrio afetivo e psíquico.

Dom Gregório Paixão tem doutorado em antropologia pela Universidade Aberta de Amsterdã, onde também leciona antropologia cultural. Hoje é o bispo referencial na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a área da cultura.
"Após a escolha, o sacerdote estuda demonologia e angelologia. Depois disso, especializa-se em temas específicos para detectar se a suposta possessão se trata de problema psíquico, de uma histeria ou problema de personalidade. Então, encaminha-se a pessoa ao psiquiatra, psicólogo ou psicanalista", diz dom Gregório.
A Igreja, que não nega a existência e atuação de Satanás e seus demônios, é cautelosa quanto ao tema. Na apresentação da versão em português do texto Ritual de Exorcismo, revisto em 1998 pelo papa João Paulo II, há a seguinte consideração: "A ciência, no entanto, tem demonstrado que, nos casos tidos como possessão diabólica, no passado, apenas 3% podem ser levados a sério".
Definição - Mas dom Gregório ressalta que somente o sacerdote pode determinar se há ou não a possessão demoníaca. E que apenas o sacerdote ou bispo podem realizar o ritual. "Tudo deve estar ligado ao segredo de confissão para que o possesso não seja exposto. Um diácono ou um leigo não têm autorização para exorcizar", aponta o bispo.
O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), ressaltou, em aula proferida no início de setembro, que o mal psiquiátrico e a possessão podem ocorrer ao mesmo tempo. O sacerdote iniciou um curso de demonologia para leigos, seminaristas e outros padres em site que mantém.
No Ritual de Exorcismo também há a proibição de que um ritual seja acompanhado por qualquer veículo de comunicação social. "A pessoa não pode ser exposta", disse dom Gregório. Sobre o fato de não ser notícia corrente o nome de um exorcista, explica: "Muitos procurariam o exorcista quando deveriam ir a um psiquiatra, psicólogo ou psicanalista".

O que leva para o inferno é a tentação e o pecado

A maioria das pessoas se interessa pela possessão e pelo exorcismo quando a preocupação maior deveria ser com a tentação, que é a ação normal e diária do demônio (ver infográfico na página A5), e com a confissão. Isto é o que diz, por exemplo, o padre Paulo Ricardo de Azevedo.
“Lidamos todos os dias com tentações demoníacas, e isto não nos apavora. Isto faz parte da fé católica tranquila”, diz o sacerdote de Cuiabá. O demonólogo espanhol José Fortea, autor da Summa Daemoniaca, diz que a atenção maior destinada ao exorcismo que à confissão tem origem no desejo pelo que é espetacular.
Dom Gregório Paixão também salienta que a confissão dos pecados livra dos ataques do demônio. Alguns santos foram possuídos ou atacados, como Santa Gemma Galgani (1878-1903) e São Pio de Pietrelcina (1887-1968). “Mas estes fatos ocorrem com pessoas muito santas, e são um mistério”, comenta padre Adilton Lopes.
O padre Paulo Ricardo arremata: “A possessão não leva ninguém ao inferno. O que leva para o inferno é a tentação e o pecado”.
Armas - A principal arma contra as tentações demoníacas são as orações conhecidas como mandatum, que consistem em dar uma ordem para que o ser do mal se afaste.
É atribuída a São Bento (480-547) uma das mais antigos orações deste gênero. “A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”, rezava São Bento.
Na oração do Pai Nosso, que a tradição cristã diz ter sido ensinada por Jesus Cristo, há pedido para que Deus não deixe que as pessoas caiam em tentação. O padre Paulo Ricardo ressalta que Jesus não ensina a pedir que a tentação não aconteça, mas que se resista a ela.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Católico e Maçom, é possível?


Do livro "Entrai pela porta Estreita" do Prof. Felipe Aquino

Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proiba que nos tornemos maçons.
Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica "pecado grave", já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente.
A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II.
Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que vem assinada pelo seu Prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário:
Tem-se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar´se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240s).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação".
Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.
É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que "estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão". Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão!
O número 386 da Revista "Pergunte e Responderemos", de autoria de D. Estevão Bittencourt, nas páginas 323 a 327, traz um elucidativo artigo sobre o assunto.
Neste artigo D. Estevão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma:
"A Maçonaria professa a concepção de Deus dita "deista", ou seja, a que a razão natural pode atingir; ´ admite "a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares". Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com o pensamente cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas".
"Além disto, tanto a Maçonaria Regular como a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos "grandes iniciados" do passado - entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole "secreta ou esotérica", que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. "Ora um tal processo de formação contrasta com o que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico".
Outra razão muito séria que D. Estevão levanta, para mostrar ao católico que não se faça maçom, é esta:
"Ademais, quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecerá, o que se lhe pedirá ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos, pode-se ver em encruzilhadas constrangedoras".
Por outro lado, é preciso lembrar aos católicos que a fé e a doutrina da Igreja é insuperável e completa: herdada dos profetas e dos Apóstolos; revelada por Deus; confirmada pela Tradição dos Santos Padres, Doutores e Santos; confessada pelo sangue dos mártires e guardada pelo Sagrado Magistério. Não é preciso buscar "coisas novas" para alimentar o espírito, uma vez que o próprio Senhor nos oferece a sua Palavra e o seu próprio Corpo na Eucaristia.
O Santo Padre nos outorgou o Catecismo da Igreja Católica, de riqueza inefável, capaz de nos preparar para cumprir aquilo que São Pedro nos pede:
"Estai sempre prontos a responder para a vossa defesa a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança" (IPe 3,15).
Antes de buscarmos "coisas novas", e perigosas para a nossa vida espiritual, ou que põem em risco a nossa própria salvação eterna, vamos antes aprender o que devemos, no seio sagrado e puro da nossa Santa Mãe Igreja.
Além do mais é preciso lembrar que a principal virtude do católico é a obediência à Santa Igreja, chamada pelo Papa João XXIII, de Mater et Magistra (Mãe e Mestra).
Quem desejar compreender melhor as razões pelas quais a Igreja, como Mãe cautelosa, proibe os seus filhos de se associarem às lojas maçonicas, poderá ler o livro do Bispo de Novo Hamburgo, D. Boaventura kloppenburg, Igreja
Maçonaria, Ed. Vozes, 2a. Edição, 1995, ou ainda o livro do Bispo Auxiliar de Brasília, D.João Evangelista Martins Terra, sobre o mesmo assunto.

Infelizmente, em desobediência à Igreja, alguns no passado, até mesmo do clero, se associaram à Maçonaria, no intuito, às vezes, de serem úteis à sociedade, mas isto nunca foi permitido pela Igreja.

Vereador católico homenageia maçons na câmara de Montes Claros.



Maçonaria receberá placa da Câmara em reconhecimento a serviços prestados


A Maçonaria será homenageada pela Câmara Municipal de Montes Claros com a Placa Alferes José Lopes em projeto de iniciativa do vereador Edwan Quadros. O Conselho de Veneráveis do Norte de Minas (Convenorte) receberá a placa no dia 8 de abril, quando será realizado o Grande Encontro da Maçonaria reunindo as 77 lojas das 33 cidades do Norte de Minas. O presidente do Convenorte, Mauricio Sérgio Souza e Silva entende que a homenagem é o reconhecimento da comunidade política a uma instituição com mais de 100 anos de serviços prestados a região.

O Convenorte foi criado em 1999 e se constitui na entidade que congrega a Maçonaria no Norte de Minas com as lojas que são da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, Confederação Maçônica do Brasil e Grande Oriente do Brasil. A sua presidência foi exercida por maçons como Samuel Figueira, Coriolano Afonso, Edilson Feliciano, Sidney Azevedo, Sebastião Rocha de Oliveira, Carlos Alberto Falcão, José de Jesus Felicio, Mauro Rodrigues, José Anastácio Neto, Hercules Costa Silva, José Geraldo Gomes e agora, Mauricio Sérgio Souza e Silva.

Se a historia da Maçonaria é marcada pela participação na vida da sociedade, sempre abrindo as campanhas pelo desenvolvimento regional, desde o ano de 2005 que se intensificou, com a criação do Conselho Maçônico de Segurança Pública, que articulou com as outras entidades, várias conquistas na área de segurança para o Norte de Minas. O Convenorte atuou em várias áreas. “Todos maçons sabem da determinação da entidade em defesa dos interesses da comunidade, mas mantendo os dogmas de impessoalidade e discrição”, afirma o presidente Mauricio Sérgio.

Já no dia 8 de abril será realizado em Montes Claros o Grande Encontro da Maçonaria reunindo os três Grãos-Mestres de Minas Gerais, além do governador, Antônio Augusto Anastasia, e as principais entidades de classe da região. O Convenorte levantou junto as 77 lojas as demandas da região e depois discutiu com as principais entidades de classes, na última segunda-feira, convidando-as a assinarem o pleito, junto com a Bancada do Norte de Minas. Um dos principais pedidos é a implantação do Hospital de Emergência e Trauma do Norte de Minas, vinculado a Santa Casa e com 246 leitos, resolvendo pelos próximos 20 anos este problema regional.

quarta-feira, 27 de março de 2013

EUA: Professor faz alunos pisarem sobre o nome de Jesus; estudante se recusa e foi suspenso



26.03.2013 -
n/d

Um professor da Universidade Florida Atlantic fez seus alunos escrever o nome "Jesus" em um pedaço de papel e depois pisar nele, como parte de uma "lição de debate," revelou um estudante que foi suspenso por se recusar a participar do exercício.
"Eu não vou ficar sentado em uma classe e ter meus direitos religiosos profanados," disse o estudante Ryan Rotela, um mórmon, ao WPEC. "Eu realmente vejo isso como eu estando sendo punido."
Rotela explicou que sua turma de Comunicação Intercultural recebeu a instrução para escrever o nome de Jesus em um pedaço de papel, em seguida, reunir e pisar nele. O estudante se recusou, no entanto, e pegou o papel do chão e colocou-o de volta na mesa.
O professor, Deandre Poole, estava aparentemente tentando ensinar os alunos a "lição de debate", mas o estudante achou a lição insultuosa e ofensiva.
"Eu disse para o professor: Com todo o respeito à sua autoridade como professor, eu não acredito que o que você nos disse para fazer foi apropriado", disse Rotela. "Eu acredito que foi pouco profissional e eu fiquei profundamente ofendido com o que você me disse para fazer."
O aluno foi suspenso depois pela universidade, que está defendendo o instrutor.
"Como em qualquer lição acadêmica, o exercício foi feito para incentivar os alunos a ver as questões a partir de muitas perspectivas, em relação direta com os objetivos do curso," disse à Fox News, Noemi Marin, diretora da universidade da escola de comunicação e estudos de multimídia.
"Apesar de, por vezes, os temas discutidos poderem ser sensíveis, um ambiente universitário é um espaço para diálogo e debate", acrescentou Marin.
Pisar em nome de Jesus é, na verdade, uma lição inteira, que está incluída no livro para a classe, chamada "Comunicação Intercultural: Uma Abordagem Contextual Edição 5".
"Peça aos alunos escreverem o nome de Jesus em letras grandes em um pedaço de papel", lê-se uma sinopse para a lição.
"Peça aos alunos para se levantarem e colocarem o papel no chão, na frente deles com o nome para cima. Peça aos alunos para pensarem sobre isso por um momento. Depois de um breve período de silêncio peça-os para pisarem sobre o papel. A maioria hesitará. Pergunte por que eles não podem pisar no papel. Discuta a importância dos símbolos na cultura."
Paul Kengor, o diretor executivo do Centro para a Visão e Valores em Grove City College, disse à Fox News que essa lição é um exemplo direto da sociedade secular que tem como alvo o Cristianismo.
"Estes são os novos discípulos seculares da ‘diversidade’ e ‘tolerância’ - jargões vazios que fazem os liberais e progressistas se sentirem bem, enquanto eles muitas vezes se recusam a tolerar e às vezes até tomar de assalto crenças cristãs tradicionais e conservadoras", disse Kengor.